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MEC dará até 25% de reajuste a professor
Jornal do Brasil online – 14/10/2005

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasil/2005/10/14/jorbra20051014008.html
BRASÍLIA - Depois de cerca de 150 trabalhadores, entre eles professores do ensino fundamental, invadirem ontem o prédio do ministério da Educação, em Brasília, o governo garantiu que vai conceder reajuste de 25% a professores federais do ensino superior. Este valor, que corresponde ao aumento máximo, está vinculado à especialização do docente. Quanto maior o número de títulos (mestrado e doutorado) maior o aumento. Os professores estão em greve há 46 dias.
O ministro da Educação, Fernando Haddad não recebeu os manifestantes, pois viajou para a Europa acompanhando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro interino, Jairo Jorge, também não estava em Brasília, porque foi para Porto Alegre. Os manifestantes foram recebidos pelo subsecretário de Assuntos Administrativos, Sylvio Pétrus Júnior.
Petrus disse, em nome do MEC, que se surpreendeu com a manifestação dos trabalhadores, mas firmou que na próxima semana o Ministério e professores chegarão a um entendimento. Para o secretário, as reivindicações dos sindicatos de ensino superior e básicos são diferentes e as peculiaridades devem ser analisadas em separado:
- Temos que adequar as propostas, para atender melhor a cada categoria.
O protesto aconteceu na véspera do dia dos professores. Apesar de pacífica, a polícia foi chamada para evitar que outros manifestantes invadissem o prédio. Os docentes carregavam apitos e faixas com os dizeres: ''Dia do professor: comemorar o quê?'' e ''Dinheiro para educação não é para o mensalão''.
Na última terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha autorizado o MEC a liberar R$ 500 milhões para a concessão do aumento dos salários dos professores das universidades públicas. Anteriormente, o gasto extra previsto era de R$ 395 milhões.
Para a professora da Universidade Federal de Pelotas Eliane da Silva, porém, os R$ 500 milhões não são suficientes:
- São necessários pelo menos R$ 2 bilhões para sermos efetivamente atendidos - disse.
Em nota, o ministro interino Jairo Jorge disse achar que, com o aumento de 25%, foi aberto o caminho para que o impasse com os grevistas seja resolvido.
- Acreditamos que a proposta cria um ambiente de diálogo e as condições para resolver a situação com o movimento grevista - afirmou o ministro interino.
A greve dos professores e servidores federais atinge 36 universidades de todo o país e aproximadamente 30 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Estavam presentes ao protesto integrantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe).
Com agências
Gabinete de ministro é invadido
Jornal Folha de São Paulo – 15/10/2005
Cerca de 120 servidores dos sindicatos de professores e funcionários de escolas e universidades federais, em greve desde 29 de agosto, invadiram ontem à tarde o gabinete do ministro Fernando Haddad (Educação). Os invasores passaram pelas três soldados e ocuparam o local com faixas. A intenção era forçar o MEC a abrir negociação para repor as perdas salariais no governo Lula, estimada em 18%. Hoje é o Dia do Professor.
Cerca de 30 PMs bloquearam o prédio. Como o ministro está na Europa com Lula, e o ministro interino, Jairo Jorge, em Porto Alegre, os manifestantes foram recebidos pelo subsecretário de Assuntos Administrativos, Sylvio Pétrus Júnior, que marcou encontro para terça. O assessor disse que o MEC estuda reajuste de 9,3% a 25%. A invasão durou cerca de uma hora.
(DA AGÊNCIA FOLHA, EM BRASÍLIA)
Professores grevistas invadem gabinete de ministro da educação
Agencia Estado - 14/10/2005 - 19:05
http://www.estadao.com.br/educando/noticias/2005/out/14/184.htm
Brasília - Um grupo de professores grevistas das universidades federais invadiu na tarde desta sexta-feira o gabinete do ministro da Educação. Os professores queriam uma reunião para discutir suas reivindicações salariais, mas o ministro Fernando Haddad está na Europa. Depois de uma reunião rápida com o secretário-executivo adjunto, Ronaldo Teixeira, os professores saíram sem nenhuma avanço. Uma reunião de negociação já estava marcada desde a semana passada para a próxima quarta-feira.
Em nota, o MEC diz-se "surpreso com a manifestação" e que vai seguir o cronograma de negociações. Na última terça-feira, o ministério obteve a autorização de usar mais R$ 105 milhões - chegando a R$ 500 milhões - na reestruturação salarial dos professores, mas ainda não fechou a proposta de como usar esses recursos.
Os professores querem um reajuste linear de 18% e a incorporação de três gratificações existentes hoje. O MEC oferece um reajuste no adicional de titulação (um acréscimo no salário dependendo se o professor é especialista, mestre ou doutor) e a criação de mais uma categoria além das quatro existentes hoje, a de professor associado. "Seria mais interessante para nós se o governo pegasse esses R$ 500 milhões e desse um reajuste linear, mas eles não vão fazer isso", disse Paulo Rizzo, vice-presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), o principal sindicato da categoria.
Lisandra Paraguassú
MEC autoriza aumento salarial de até 25% a professores universitários
Globo Online - 14/10/2005 - 19h53m
http://oglobo.globo.com/online/educacao/mat/188807740.asp
BRASÍLIA - O Ministério da Educação (MEC) divulgou em nota, nesta sexta-feira, que decidiu conceder reajuste salarial de até 25% a professores federais do ensino superior. Horas antes do anúncio, cerca de cem representantes de movimentos sindicais da categoria invadiram o prédio do ministério, em Brasília, para forçar a negociação. A polícia foi chamada e impediu que outra parte do grupo entrasse, mas não houve confronto.
O protesto aconteceu na véspera do dia dos mestres (sábado). Os manifestantes carregavam apitos e faixas escritas "Dia do professor: comemorar o quê?". E gritavam frases de efeito como "Dinheiro para educação não é para o mensalão", "Para os servidores, feijão com arroz, e para os deputados, caixa um e caixa dois", "Ficar de greve não é gostoso, o descaso do governo que é vergonhoso".
Como o ministro Haddad viajou para a Europa acompanhando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro interino da Educação, Jairo Jorge, foi para Porto Alegre, os manifestantes foram recebidos pelo subsecretário de Assuntos Administrativos, Sylvio Pétrus Júnior. Foi agendada uma nova reunião na quarta-feira.
Na última terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha autorizado o MEC a liberar R$ 500 milhões para a concessão do aumento dos salários dos professores das universidades públicas. Anteriormente, o gasto extra previsto era de R$ 395 milhões.
Para a professora da Universidade Federal de Pelotas Eliane da Silva, porém, os R$ 500 milhões não são suficientes:
- São necessários pelo menos R$ 2 bilhões para sermos efetivamente atendidos - disse.
Em nota, o ministro interino Jairo Jorge disse achar que, com o aumento de 25%, foi aberto o caminho para que o impasse com os grevistas seja resolvido.
- Acreditamos que a proposta cria um ambiente de diálogo e as condições para resolver a situação com o movimento grevista - afirmou disse.
A greve dos professores e servidores federais dura mais de 40 dias. A paralisação atinge 36 universidades de todo o país e aproximadamente 30 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Estavam presentes ao protesto integrantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe).
O Ministério da Educação também ofereceu, nesta sexta, aumento de 50% para os professores de titulação (com mestrado e doutorado), a criação da categoria professor associado (que estaria acima das demais) e a elaboração de um grupo de trabalho para discutir o aperfeiçoamento da carreira do corpo docente. Existe atualmente um contingente de oito mil professores (os adjuntos 4, no topo da categoria) que podem virar associados, tendo progressão na carreira.
Alan Gripp - O Globo